RAÇA E TERRITÓRIO NAS JORNADAS DE 2013 NO RIO DE JANEIRO: EXPERIÊNCIAS DE ATIVISTAS E MILITANTES DA RAÇA NEGRA
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Resumo
No ano de 2013 o Brasil foi cenário de um ciclo massivo de protestos, capaz de aglutinar pautas as mais diversas pautas, entre elas, as que articularam raça e território, assim como condições de trabalho. Este artigo analisa a relação entre raça e território como pautas interseccionais das Jornadas de 2013 no Rio de Janeiro, bem como na Greve dos “garis”, no Carnaval de 2014. O objetivo principal foi compreender como pessoas negras, marcadas pelo território e por sua condição racial, viveram este ciclo de protestos no município do Rio de Janeiro. A metodologia utilizada baseou-se na revisão bibliográfica e em sete entrevistas realizadas com militantes e ativistas das Jornadas de 2013 do Rio de Janeiro, três da raça negra e quatro da branca. Os resultados evidenciam que as Jornadas foram, para a população racializada e periférica, um espaço de denúncia das violências sofridas por pessoas negras, principalmente a policial, mas também pelo descaso com políticas urbanas. Também temos que, para ativistas e militantes da raça negra, a formação política propiciada pela participação nas Jornadas estimulou elas e eles a buscar a política institucional.
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