A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM “ISMÁLIA” DE EMICIDA: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL
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Resumo
O artigo analisa como a canção “Ismália”, de Emicida, evidencia as determinações sociais do processo de adoecimento da população negra no Brasil, especialmente quando observadas sob a lente da interseccionalidade entre raça, gênero e classe. A partir de uma abordagem teórica decolonial, discute-se como as desigualdades estruturais, o racismo e as violências simbólicas e materiais moldam trajetórias de vida e repercutem diretamente na saúde da população negra tensionando os limites entre sofrimento psíquico, necropolítica e resistência. O objetivo central foi compreender de que maneira a obra articula dimensões históricas e contemporâneas do cuidado, da desumanização e das formas de enfrentamento produzidas por corpos negros em contextos de vulnerabilização. Conclui-se, ao final, a potência da arte como dispositivo crítico para problematizar os modos coloniais que estruturam o adoecimento.
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