A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM “ISMÁLIA” DE EMICIDA: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL

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Cleiton Liberato
Felipe Cazeiro
Juliana Catarine Barbosa da Silva

Resumo

O artigo analisa como a canção “Ismália”, de Emicida, evidencia as determinações sociais do processo de adoecimento da população negra no Brasil, especialmente quando observadas sob a lente da interseccionalidade entre raça, gênero e classe. A partir de uma abordagem teórica decolonial, discute-se como as desigualdades estruturais, o racismo e as violências simbólicas e materiais moldam trajetórias de vida e repercutem diretamente na saúde da população negra tensionando os limites entre sofrimento psíquico, necropolítica e resistência. O objetivo central foi compreender de que maneira a obra articula dimensões históricas e contemporâneas do cuidado, da desumanização e das formas de enfrentamento produzidas por corpos negros em contextos de vulnerabilização. Conclui-se, ao final, a potência da arte como dispositivo crítico para problematizar os modos coloniais que estruturam o adoecimento.

Detalhes do artigo

Como Citar
Liberato, C., Cazeiro, F., & Catarine Barbosa da Silva, J. (2026). A SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA EM “ISMÁLIA” DE EMICIDA: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL. Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores As Negros As (ABPN), 18(47), 335–369. https://doi.org/10.31418/revistaabpn.v18i47.2224
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Cleiton Liberato, Universidade de Pernambuco, Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental (PPGSDS), Garanhuns, PE, Brasil

Mestrando do Programa de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental (PPGSDS/UPE), cleiton.liberatos@upe.br  e https://orcid.org/0009-0004-2690-3723

Felipe Cazeiro, Universidade de Pernambuco, Departamento de Psicologia, Garanhuns, PE, Brasil

Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco. Credenciado no PPGSDS/UPE. Coordenador da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e Agroecologia (REMISCA). Conselheiro Titular do CRP-02. Tutor do Programa AFIRMASUS com projeto voltado a população quilombola, felipe.cazeiro@upe.br e https://orcid.org/0000-0002-1225-2884

Juliana Catarine Barbosa da Silva, Universidade de Pernambuco, Departamento de Psicologia, Garanhuns, PE, Brasil

 Professora Adjunta do Curso de Psicologia da Universidade de Pernambuco (UPE). Docente permanente do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental da UPE. Docente permanente do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental com Ênfase no Cuidado do Usuário e da Família da UPE. Graduada em Psicóloga, mestre e doutora em psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco. juliana.catarine@upe.br e https://orcid.org/0000-0002-1632-3424