É com imensa satisfação que publicamos o Vol. 17, N. 45 (set-dez 2025). Trazemos 15 artigos que abordam a descolonização do saber a partir de uma perspectiva antirracista e afrocêntrica em diversas áreas como música, psicologia e educação, destacando a importância das mulheres negras na construção do conhecimento, a partir de sua refundação crítica e interseccional, calcada em experiências comunitárias profundas sob as bases do que Paget Henry classificou como afrofilosofia (Henry, 2000), um modo de sentir e agir ancorado nas experiências ancestrais e voltado para a organização material e simbólica da vida, elementos indissociáveis da vida das pessoas negras. Ao contrário dos conceitos metafísicos propostos pela construção de uma ideia de razão pura, que marcaram a filosofia ocidental branca, masculina e heteronormativa, nossa afrofilosofia cuida e se alimenta da nossa própria vida, repensada e reorganizada a partir de nosso sentido profundo de existência em um mundo fragmentado, estruturado no centro de múltiplas injustiças interseccionais e opressões instauradas pelo colonialismo, pelo imperialismo, pela misoginia e pelo racismo.
A publicação conta com o Conselho Editorial formado por: Renata de Melo Rosa (Instituto Maria Quitéria), Delton Aparecido Felipe (UEM/PR), Iraneide Soares da Silva (UESPI), Neli Gomes da Rocha (PR), Alexandre Marinho (UERJ/IPEA), Flávia Rodrigues Lima da Rocha (UFAC), Túlio Henrique Pereira (URCA/CE) e Priscila de Oliveira Xavier Scudder (UFPR).
Agradecimentos e reconhecimentos para todo o nosso Comitê Editorial, a equipe de pareceristas e às autoras e autores dos artigos que seguem por levar a termo tarefa de tamanha importância para a ABPN. Reforçamos a relevância do sentido de comunidade, interseccionalidade e afrocentricidade. Segue aqui o resultado da atuação de intelectuais da comunidade acadêmica negra contemporânea em sua potência criativa e contribuição para a refundação do pensamento crítico afrocêntrico.
Publié-e: 2026-04-29