EXCLUSÃO SIMBÓLICA E RACIAL NA DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA BOURDIEUSIANA E A METATEORIA DO DIREITO FRATERNO.
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Resumo
Este artigo analisa os mecanismos de exclusão simbólica e racial na docência universitária brasileira, à luz da teoria geral dos campos de Pierre Bourdieu e da metateoria do Direito Fraterno de Eligio Resta. O objetivo é compreender como o capital simbólico e o habitus institucional contribuem para a reprodução de uma estrutura racializada no ensino acadêmico. Assim como tensionar e transformar essa dinâmica excludente, utilizando as matrizes teóricas da metateoria do Direito Fraterno. A metodologia empregada consistiu em revisão bibliográfica de autores clássicos e contemporâneos, com enfoque em perspectivas sociológicas críticas e antirracistas. O método de abordagem utilizado foi o dedutivo, partindo de pressupostos teóricos gerais, sobretudo os conceitos estruturantes da teoria dos campos de Pierre Bourdieu (como campo, habitus, capital e poder simbólico), para a análise de um problema social específico: a exclusão simbólica e racial de negros na docência universitária brasileira. Os resultados indicam a perpetuação da invisibilidade das pessoas negras no corpo docente universitário brasileiro, fruto de mecanismos históricos e coloniais de exclusão epistêmica de sujeitos negros. Conclui-se pela necessidade premente de enfrentamento desses mecanismos de exclusão epistêmica do negro na docência do ensino universitário brasileiro, com a aplicação de políticas afirmativas de inclusão, sob inspiração da metateoria do Direito Fraterno.
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