MOVIMENTO NEGRO EDUCADOR: DESAFIOS EPISTEMOLÓGICOS E TRANSFORMAÇÕES EM CURSO

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Branca Falabella Fabrício
Ana Karina Moreira Godoy
Martha Cecília Mosquera Urrutia

Resumo

Esta entrevista colaborativa apresenta três pesquisadoras latino-americanas envolvidas com o Movimento Negro Educador, explorando sua influência em várias áreas como a psicologia, a linguagem, as artes e o ensino de matemática no Uruguai, Brasil e Colômbia. As interlocutoras aprofundam suas reflexões sobre o Movimento Negro Educador como uma força transformadora nos campos educacional e social, destacando seu papel na promoção de subjetividades afrodescendentes coletivas que valorizem suas identidades culturais, raciais e epistêmicas. Tal perspectiva ilustra o impacto multifacetado do movimento — político, educacional, linguístico, cultural e psicológico — e seu potencial para remodelar os imaginários sociais em toda a América Latina. O diálogo revela compromissos compartilhados com a necessidade de descolonização de corpos, mentes e epistemes e com a criação de práticas pedagógicas inclusivas que operem na desconstrução dos privilégios da branquitude e na promoção de uma democracia mais igualitária. Assim, em conjunto, as pesquisadoras reforçam o potencial do Movimento Negro Educador para atuar como um espaço de resistência, empoderamento e reeducação que promove a desconstrução de hierarquias, a valorização de saberes não eurocêntricos e a construção de uma sociedade mais plural e justa.

Detalhes do artigo

Como Citar
Fabrício, B. F., Godoy, A. K. M., & Urrutia, M. C. M. (2026). MOVIMENTO NEGRO EDUCADOR: DESAFIOS EPISTEMOLÓGICOS E TRANSFORMAÇÕES EM CURSO. Revista Da Associação Brasileira De Pesquisadores As Negros As (ABPN), 18(48), 77–101. https://doi.org/10.31418/revistaabpn.v18i48.2298
Seção
Dossiê Movimento negro educador: discursos e saberes em circulação na América Latina
Biografia do Autor

Branca Falabella Fabrício, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Departamento de Letras Anglo-Germânicas

 Professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde atua no Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PIPGLA/UFRJ). Sua pesquisa mais recente focaliza trajetórias textuais, circulação de discursos e performances identitárias em contextos online-offline. Suas publicações incluem a coletânea A cidade fala: memórias, linguagens e resistências (2025).

Ana Karina Moreira Godoy, UDELAR - Montevideo

Psicóloga formada pela Universidade da República. Possui mestrado em Psicoterapia com especialização em Psicologia Analítica Junguiana. Professora e pesquisadora da Faculdade de Psicologia e da Vice-Reitoria de Extensão da UDELAR, ela coordena projetos de pesquisa sobre afrodescendentes, saúde mental e abordagens decoloniais.

Martha Cecília Mosquera Urrutia, Universidad Surcolombiana Neiva, Facultad de Educación

Bacharel em Matemática e doutora em Educação Matemática. Ela também possui certificação em Estudos Afro-Latino-Americanos e Caribenhos. Seus interesses de pesquisa incluem o desenvolvimento do pensamento matemático, o antirracismo, a educação para as relações étnico-raciais, arte e infância.